quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Poemas de Paulo Leminski pichados.

Fonte: http://www.oguiaverde.com/?p=548

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A outra orelha de Van Gogh


Cortei as orelhas dos meus amigos, orelhas de elfos e duendes, orelhas de livros.
Cortei a outra orelha de Van Gogh, a orelha da minha mãe e do meu amor.
Cortei minha própria orelha.
Cortei a orelha do mundo.

Coloquei todas elas na gaveta do meu criado-mudo.
De repente, o criado-mudo falou pela primeira vez.
Todas ouviram.


sexta-feira, 3 de julho de 2009


Meu verso é sange. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.


Manuel Bandeira

sábado, 13 de junho de 2009

amar é um elo
entre o azul
e o amarelo

Paulo Leminski

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Liberdade


"Segurar passarinho na concha meio fechada da mão é terrível, é como se tivesse os instantes trêmulos nas mãos. O passarinho espavorido bate desordenadamente milhares de asas e de repente se tem na mão semicerrada as asas finas debatendo-se e de repente se torna intolerável e abre-se depressa a mão para libertar a presa leve. Ou se entrega-o depressa ao dono para que ele lhe dê a maior liberdade relativa da gaiola. Pássaros - eu os quero nas árvores ou voando longe de minhas mãos. Talvez certo dia venham a ficar."

Por Clarice Lispector, em Água Viva.
...
É tudo o que penso sobre relacionamentos. Mostra minha necessidade de liberdade emocional.
"Tá se exibindo pra solidão".

sábado, 2 de maio de 2009

Italo Calvino

Foi ele quem me inventou.

"Palomar, por não se amar procedeu de modo a nunca se encontrar face a face consigo mesmo; é por isso que preferiu refugiar-se entre as galáxias; agora compreende que deveria ter começado pela busca de uma paz interior. O universo talvez possa levar sua vida tranquilo; ele decerto não."

Fragmento de Palomar, Italo Calvino

sexta-feira, 1 de maio de 2009

São tristes esses tempos de palavra banalizada em que um "Eu te amo" é tão vazio, inexpressivo e comum quanto um "Me passa o pão?".